Plataformas de participação cidadã no contexto brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.37916/arq.urb.vi41.725Palavras-chave:
Plataformas digitais online, Participação cidadã, Participação eletrônica, Cidades Inteligentes, TICResumo
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) desempenham papel central nas cidades e devem ser compreendidas como plataformas capazes de mobilizar e promover inovação, seja no âmbito organizacional, do usuário e dos gestores, no desenvolvimento de políticas públicas. Entre os atributos característicos das cidades inteligentes, destaca-se a governança, associada à boa gestão de recursos e à participação cidadã. Nesse sentido, realizou-se pesquisa bibliográfica e buscas em principais lojas de aplicativos, além de sites e reportagens que evidenciassem plataformas de participação. O levantamento das iniciativas utilizadas no Brasil permitiu identificar três áreas de concentração: serviços públicos eletrônicos, zeladoria urbana e reivindicações/pressão popular. O objetivo foi mapear recursos, funcionalidades, potencialidades e deficiências desses sistemas, subsidiando estratégias de aperfeiçoamento e formulação de políticas. Para isso, buscou-se rastrear, agrupar e classificar funções semelhantes. Foram analisadas as plataformas Colab, Cidadera, Fala Cidadão, Mudamos e Panela de Pressão, além de aplicativos de e- serviços em geral. Os resultados apontam baixa adesão da população, caráter predominantemente informativo, concentração de dados sob domínio de empresas privadas e, na maioria dos casos, ausência de abertura de código, o que limita o aprimoramento e a transparência pública. Conclui-se que é necessário avançar rumo à soberania tecnológica, com maior investimento público em tecnologias participativas.
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