Ativismo e apropriação do espaço urbano em São Paulo

  • Cintia Elisa de Castro Marino
Palavras-chave: Ativismo, Apropriação do espaço urbano, Ação direta, Comuns urbanos

Resumo

O artigo propõe uma reflexão sobre um novo tipo de apropriação dos espaços urbanos em São Paulo, Brasil. O uso de bicicletas, o plantio de hortas comunitárias e a organização de festas de rua são fenômenos que encontraram força ao lado da ação direta de grupos de ativismo urbano. As pessoas buscam refletir sobre questões cotidianas e novas formas de construção colaborativa da cidade. O trabalho analisa dois territórios de atuação ativista na cidade, o primeiro, o “Minhocão” é um espaço público de dupla função: uma via expressa elevada de ligação centro-oeste de 3,4 km de extensão que é usada como espaço de lazer à noite e nos finais de semana. O segundo espaço, o “Parque Augusta” é um terreno privado reivindicado por vizinhos e ativistas como uma área verde. Como estratégia de resistência à aprovação de um projeto de construção, um grupo ocupou o terreno e organizou atividades de arte e cultura. O espaço urbano torna-se cenário de conflito com desdobramentos lúdicos e disputas políticas.

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Referências

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Publicado
2019-12-06
Como Citar
Elisa de Castro Marino, C. . (2019). Ativismo e apropriação do espaço urbano em São Paulo. arq.Urb, (23), 170-184. Recuperado de https://revistaarqurb.com.br/arqurb/article/view/46
Seção
Artigos