Relations among Neighbourhood Plans, educational territories and intersectorality in the city of São Paulo

social participation or tutelage?

Authors

DOI:

https://doi.org/10.37916/arq.urb.vi41.728

Keywords:

Strategic Masterplan, Neoliberalism, Communities

Abstract

From the analytical perspective of the advances of neoliberal business on the State, this article proposes to analyse the process of appropriation of Neighbourhood Plans by organisations from large corporations. Neighbourhood Plans were created as elements of participatory management within the Strategic Master Plan, with the aim of valuing local communities. However, the SMP, was considered an illusion because it lacked the effective participation of the population and favoured real estate speculation. Through the analysis of some Neighbourhood Plans implemented in the city of São Paulo – Perus, Cambuci and Region, Jardim Lapenna and Jardim Pantanal – we investigated, using the methodologies of content analysis and autoethnography, how educational and intersectoral actions in the respective territories were able to confront (albeit under the tutelage of private interests) the hegemonic production in the neighbourhoods, creating new spaces for collective reflection on the right to the city. Participation needs to promote equity and autonomy.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Fernanda Eiras Rubio, Universidade de São Paulo

Professora na educação básica na rede estadual de ensino de São Paulo. Possui formação técnica profissionalizante em Arte e Design pelo Liberties College (2007), é licenciada em Pedagogia pelo Instituto Singularidades (2018) e em Artes Visuais pela Universidade de Taubaté (2021) e com especialização em Educação Socioambiental e Sustentabilidade na Universidade Federal de São Paulo e Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (2023). Mestranda do programa em Mudança Social e Participação Política na Universidade de São Paulo.

Enrique Grunspan Staschower, Universidade de São Paulo

Docente pesquisador e Coordenador Adjunto do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Fundação Santo André (Santo André - São Paulo); com Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Braz Cubas; Especialização em Metodologia e Didática no Ensino Superior; Mestrado em Filosofia em Culturas e Identidades Brasileiras pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo; Doutorando em Ciências, Políticas Públicas e Gestão Participativa, pela Universidade de São Paulo.

References

ACOSTA, A.. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Elefante, 2016.

ADACHI, V.. BALARIN, R.. VALOR ECONÔMICO. “Valor Econômico mostra quem são ‘os discretos herdeiros do Itaú’”. 2008. Disponível em: https://contra- fcut.com.br/noticias/valor-economico-mostra-quem-sao-os-discretos-herdeiros-do- itau-a9db/. Acesso em: 28 jan 2024.

AGÊNCIA MURAL. “Perus e Anhanguera: moradores têm mais de 40 sugestões para o Plano de Metas”. 2021. Disponível em: https://www.agenciamural.org.br/pe- rus-e-anhanguera-moradores-tem-mais-de-40-sugestoes-para-o-plano-de-metas/. Acesso em: 28 jan 2024.

AMBROGI, I. H.. BIANCHI, S. S.. STASCHOWER, E.. A cidade educadora como perspectiva da educação patrimonial; para um futuro que integre diferentes olhares. In: Anais do 13º Mestres e Conselheiros: o futuro do patrimônio. Anais. Belo Hori- zonte (MG) UFMG, 2022.

ASSIS, T. C. de. GOHN, M. da G. (2020). Educação e participação: uma investiga- ção das perspectivas teóricas brasileiras. Revista Brasileira De Política E Adminis- tração Da Educação - Periódico científico Editado Pela ANPAE, 36(1), 216–240.

BARDIN, L.. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.

BEZERRA, P. A. B.. A reprodução do espaço urbano na periferia da metrópole e o discurso da sustentabilidade como estratégia de valorização: uma análise crítica do projeto Parque Linear Ribeirão Perus. 2017. Dissertação (Mestrado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016.

CALDAS AULETE. Minidicionário contemporâneo da língua portuguesa. Rio de Ja- neiro: Nova Fronteira, 2004.

CALDEIRA, T. P. do R.. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Edusp/Editora 34, 2000.

CAMPOS FILHO, C. M.. Reinvente seu bairro: caminhos para você participar do planejamento de sua cidade. São Paulo: Ed. 34, 2003.

CANEVACCI, M.. A cidade polifônica: ensaio sobre a antropologia da comunicação. São Paulo: Studio Nobel, 2004.

CASTELLS, M.. A questão urbana. São Paulo: Paz e Terra, 2021.

CATINI, C.. BLOG DA BOITEMPO. “A reforma do ensino médio e a “nova geração de negócios”. Em 21 mar 2023. Disponível em: https://blogdaboi- tempo.com.br/2023/03/21/a-reforma-do-ensino-medio-e-a-nova-geracao-de-nego- cios/. Acesso em: 5 nov 2023.

CUSTÓDIO, V.. Dos surtos urbanísticos do final do século XIX ao uso das várzeas pelo Plano de Avenidas. Geosul, v. 19, n. 38, p. 77-98, 2004.

DEMO, P.. Participação é Conquista: noções de política social participativa. São Paulo: Cortez, 2009.

DOWBOR, L.. O capitalismo se desloca: novas arquiteturas sociais. São Paulo: Edi- ções Sesc São Paulo, 2020.

EAGLETON, T.. A ideia de cultura. São Paulo: Editora Unesp, 2011.

EDUCAÇÃO E TERRITÓRIO. “Cidade Educadora: conceito e histórico” Disponível em: https://educacaoeterritorio.org.br/formacoes/saopaulo/dreipi- ranga/2016/03/09/cidade-educadora/. Acesso em: 10 out 2023.

FONTES, V.. TV BOITEMPO. 2020. “Pobretologia e falsificação da ira popular”. Dis- ponível em: https://youtu.be/rRswefXBYj8?si=zB_YKwv3OYrJ1up7. Acesso em: 1 jan 2024.

FUNDAÇÃO TIDE SETÚBAL. Disponível em: https://fundacaotidesetubal.org.br/. Acesso em: 28 jan 2024.

FUNDAÇÃO TIDE SETÚBAL. Plano de Bairro Território Lapenna. São Paulo: Fun- dação Tide Setúbal, 2017.

FUNDAÇÃO TIDE SETÚBAL. Territórios de Direitos: um guia para construir um Plano de Bairro com base na experiência do Jardim Lapenna. São Paulo: Fundação Tide Setúbal, 2019.

GATTI, S.. Plano de Bairro do Jardim Pantanal – Fase 1. São Paulo: IABsp: Instituto Alana, 2022.

GHISLENI, C.. ARCHDAILY. “A história por trás da Fábrica de Cimento Portland de Perus”. 2023. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/1001839/a-historia- por-tras-da-fabrica-de-cimento-portland-de-perus. Acesso em: 22 jan 2024.

HAESBAERT, R.. Viver no limite: território e multi/transterritorialidade em tempos de in-segurança e contenção. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014.

HUBNER, B. V. et al.. ARCHDAILY. “Bairro da Liberdade: o apagamento histórico da memória negra em São Paulo”. 2020. Disponível em: https://www.archda- ily.com.br/br/929303/bairro-da-liberdade-o-apagamento-historico-da-memoria-ne- gra-em-sao-paulo. Acesso em: 22 jan 2024.

HUBNER, B. V. et al.. Convênio Departamento do Patrimônio Histórico (DPH/SMC- SP) e Associação Escola da Cidade: Caminho Histórico Glória-Lavapés. 2020. Ca- dernos de Pesquisa, n. 9.

INSTITUTO ALANA. Disponível em: https://alana.org.br/. Acesso em: 28 jan 2024.

INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL. Departamento de São Paulo. Plano de Bairro do Jardim Pantanal: Fase 1. São Paulo: Instituto Alana, 2022.

INOJOSA, R. M.. Sinergia em políticas e serviços públicos: desenvolvimento social com intersetorialidade. São Paulo – SP: FUNDAP, Jan./Jun. 2002.

JUSTINIANO, H. M.. O Território de Interesse da Cultura e da Paisagem Jaraguá Perus Anhanguera (TICP JPA): em busca das potencialidades periféricas. 2022. Dissertação (Mestrado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2022.

LOUV, R.. A última criança na natureza: resgatando nossas crianças do transtorno do déficit de natureza. São Paulo: Aquariana, 2016.

MARICATO, E.. ROSSI, P.. Reconstruindo a democracia no Brasil: o poder local e uma agenda para as cidades. In: Frente Democrática de Ermelino Matarazzo (FDEM) (Org.). Democracia e(m) crise: o travamento das lutas populares em defesa do Estado de Direito(s). São Carlos: Pedro & João Editores, 2020.

MARQUES, E.. et al.. Estrutura Social, segregação e espaços. Em: KOWARICK, L.. Pluralidade urbana em São Paulo: vulnerabilidade, marginalidade e ativismos. São Paulo: Editora 34/FAPESP, 2016.

MIESSEN, M.. La pesadilla de la participación (un diálogo com la politóloga Chantal Mouffe). Barcelona: Dpr-barcelona, 2014.

MIRANDA, C. F. de. A autoetnografia como prática contra-hegemônica. Teoria e Cultura (UFJF), v. 17 n. 3 (2022): Dossiê Autoetnografias: (In)visibilidades, reflexivi- dades e interações entre “Eus” e “Outros”.

MONTANER, J. M.. Política e arquitetura: Por um urbanismo do comum e ecofemi- nista. São Paulo: Olhares, 2021.

MOURAD, L. (2012). Relatório de pesquisa: bairros na metrópole: uma escala de política, de direito e de experiência. Desenvolvido no âmbito do Programa Nacional de Pós-Doutorado/CAPES, junto à Faculdade de Arquitetura no Programa de Pós- Graduação em Arquitetura e Urbanismo/PPGAU/FAUFBA, sob a coordenação da professora doutora Ana Fernandes. Salvador, Universidade Federal da Bahia.

NASCIMENTO, A.. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mas- carado. São Paulo: Editora Perspectiva SA, 2016.

NEVES, D. O. de S.. ARCHDAILY. "Plano de Bairro do Jardim Lapenna: implemen- tação de direitos e o fazer em comunidade". 2021. Disponível em: https://www.ar- chdaily.com.br/br/963409/plano-de-bairro-do-jardim-lapenna-implementacao-de-di- reitos-e-o-fazer-em-comunidade. Acesso em 27 jan 2024.

ONO, E. E.. A desconstrução do imaginário das smart cities através da implantação de tecnologias em regiões periféricas. In: III ICHT 2019 – Colóquio Internacional – Imaginário: construir e habitar a terra, 2019, São Paulo. Imaginário: construir e ha- bitar a terra. São Paulo, 2019.

PATEMAN, C.. Participação e teoria democrática. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

POLICE NETO, J. (Org.). Plano de Bairro: Perus em Transformação. São Paulo: Cia. Dos Livros, 2012.

REDE SOCIAL CAMBUCI. Disponível em: https://redesocialcambuci.word- press.com/. Acesso em: 8 out 2023.

RIZZI, C. A.. “A questão da participação da comunidade do Distrito de Perus – São Paulo/Brasil, no projeto MDL Aterro Bandeirantes”, Confins [En ligne], 11 | 2011, mis en ligne le 25 mars 2011.

ROLNIK, R.. Guerra dos lugares: a colonização da terra e da moradia na era das finanças. São Paulo: Boitempo Editorial, 2015.

RUIZ, A. T.. ALMEIDA, M. V. (2020). Políticas públicas e participação social: o caso do Plano de Bairro do Jardim Lapenna como um caminho da democracia para um território de direitos. USP, 225–241.

SALGADO, E. C. de O.. SALGADO, F. G. de A.. Plano de bairro. No limite do seu bairro uma experiência sem limites. São Paulo: Edição do autor, 2011.

SANTOS, A. de M. V. dos. Plano de Bairro da Moreninha: novas relações de vida e cidadania no bairro da periferia. Trabalho de Conclusão de Curso – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 2021.

SANTOS, M.. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2002.

SANTOS, S. M. A.. O método da autoetnografia na pesquisa sociológica: atores, perspectivas e desafios. Plural, [S. l.], v. 24, n. 1, p. 214-241, 2017.

SÃO PAULO. Projeto de Lei Nº 688/2013.

SAQUET, M. A.. Abordagens e concepções sobre território. São Paulo: Expressão Popular, 2007.

SAVIO, M. A. C.. Tecnologia e improviso. A inovação em ambientes de escassez: o caso das oficinas da Light & Power Co.. In: VI Simpósio Nacional de Ciência, Tec- nologia e Sociedade – ESOCITE, 2015, Rio de Janeiro. 2015.

SILVA, A. S. da. Jardim Pantanal: atores e interesses, desalento e esperança. Dis- sertação (Mestrado em Ciências) – Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Uni- versidade de São Paulo, São Paulo, 2016.

SINGER, H.. Territórios Educativos: experiências em diálogo com o Bairro-Escola. São Paulo: Moderna, 2015.

SIQUEIRA, E.. Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus: contribuição para uma história da indústria pioneira do ramo no Brasil (1926-1987). 2001. Tese de Doutorado. Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”.

SOUZA, K. S. de. Jd Pantanal: plano emergencial e propostas iniciais para o Plano de Bairro. São Paulo: Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo, 2021.

TAVOLARI, B.. Segregação urbana em São Paulo: 25 anos depois de "Enclaves Fortificados", de Teresa Caldeira. Novos Estudos – CEBRAP. Edição 127 – Volume v. 42 | n. 3 – 2023.

TEIXEIRA, S. H. de O.. O pensamento de Milton Santos e a análise crítica do pla- nejamento corporativo do território. PerCursos, Florianópolis, v. 23, n. 51, p. 136– 166, 2022.

TOLEDO, R. P. de. A capital da vertigem: uma história de São Paulo de 1900 a 1954. São Paulo: Objetiva, 2015.

URBINI, B. M.. QUARESMA, C. C.. KUESTER, R.. CONTI, D. de M. (2023). Per-cepções dos stakeholders urbanos e participação popular na implementação do Plano de Bairro: o caso do Jardim Lapenna, São Paulo, Brasil. Revista De Gestão Ambiental E Sustentabilidade, 12(1), e22229.

URBINI, L. F.. Educação Integral e capital financeiro: A participação do Itaú Uni- banco nas políticas públicas de educação entre 2002 e 2014. 2015. Dissertação (Mestrado em Sociologia Política) – Universidade Federal de Santa Catarina, Coor- denação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

VILLAÇA, F.. (2011). São Paulo: segregação urbana e desigualdade. Estudos Avançados, 25(71), 37–58.

VILLAÇA, F.. As ilusões do Plano Diretor. São Paulo: Edição do autor, 2005.

WANDERLEY, M. B.. MARTINELLI M. L.. DA PAZ, R. D. O. (2020). Intersetorialidade nas Políticas Públicas. Serviço Social & Sociedade, (137), 7–13.

ZANIRATO, S. H.. História da ocupação e das intervenções na várzea do rio Tietê. Revista Crítica Histórica, v. 4, p. 117-129, 2011.

Published

2026-04-23

How to Cite

Rubio, F. E., & Staschower, E. G. (2026). Relations among Neighbourhood Plans, educational territories and intersectorality in the city of São Paulo: social participation or tutelage? . Arq.Urb, (41), 1–16. https://doi.org/10.37916/arq.urb.vi41.728

Similar Articles

1 2 3 4 > >> 

You may also start an advanced similarity search for this article.