Margens capitais: o desenho e o canteiro da manufatura

Palavras-chave: Arquitetura, Canteiro de obras, Sérgio Ferro

Resumo

Aborda os vínculos da primeira produção de Sérgio Ferro, ao lado de Flávio Império e Rodrigo Lefèvre com a corrente paulista da arquitetura moderna no âmbito da ideologia e da linguagem, anterior ao golpe militar de 1964 e à crítica radical que elaborariam na sequência, filiada à corrente interpretativa de intelectuais brasileiros marxistas, nos termos da dualidade entre arcaico e moderno. Ilumina o comprometimento de suas ideias com usuários e produtores da arquitetura, com vistas a uma solução para a construção de habitações de interesse social. Trata de duas residências burguesas projetadas por Ferro, cujos canteiros de obras serviram como laboratórios de manufatura heterogênea – casa Boris Fausto, em São Paulo – e manufatura orgânica – casa Bernardo Isller, em Cotia – essa última em abóboda.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Humberto Pio Guimarães

Professor na pós-graduação em Design de interiores contemporâneo no Instituto Europeu de Design em São Paulo. Mestre pela Universidade de São Paulo em 2006 com dissertação sobre Rodrigo Lefèvre. Poeta autor de Coágulo (Editora Reformatório, 2019).

Referências

ACRÓPOLE. Flávio Império, Rodrigo Lefèvre e Sérgio Ferro, arquitetos. Acrópole. São Paulo, ano 27, n. 319, jul. 1965. Número Especial.

ARANTES, Pedro Fiori. Arquitetura Nova: Sérgio Ferro, Flávio Império e Rodrigo Lefèvre, de Artigas aos mutirões. São Paulo: Editora 34, 2002.

FERRO, Sérgio. Residência em Cotia. Acrópole. São Paulo, ano 27, n. 319, p. 38-9, jul. 1965.

. Residência no Butantã. Acrópole. São Paulo, ano 27, n. 319, p. 34-5, jul. 1965.

. Depoimento a Humberto Pio Guimarães e Luana Geiger [19 set. 1995]. In: GUIMARÃES, Humberto Pio. Projeto Flávio Império – Travessia. O Homem/ Humanista/ Brasileiro. Primeiro Relatório (I.C. – FAPESP), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/ Instituto de Estudos Brasileiros, Universidade de São Paulo; Sociedade Cultural Flávio Império, São Paulo 1996, p. 6-12.

. Conversa com Sérgio Ferro. Conversa aberta com alunos da FAU-USP [27 fev. 2002]. São Paulo, LPG FAU-USP, 2002[a].

. Arquitetura e luta de classes. Entrevista a Lelita Oliveira Benoit. Crítica Marxista. São Paulo, n. 15, p. 140-50, out. 2002[b].

. Arquitetura nova. Teoria e Prática. São Paulo, n. 1, p. 3-15, 1967.

FERRO, Sérgio; LEFÈVRE, Rodrigo Brotero. Proposta inicial para um debate: possibilidades de atuação. In: Encontros GFAU 63, São Paulo: GFAU, 1963.

KOURY, Ana Paula. Grupo Arquitetura Nova. Dissertação (Mestrado) – EESC-USP, São Carlos, 1999.

MARX, Karl. O Capital. Crítica da economia política. São Paulo: Civilização Brasileira, 1968, vol. 1, p. 392-3.

SCHWARZ, Roberto. Cultura e Política, 1964-69. Alguns esquemas. In: O pai de família e outros estudos. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

Publicado
2020-12-08
Como Citar
Guimarães, H. P. . (2020). Margens capitais: o desenho e o canteiro da manufatura. arq.Urb, (29), 41-49. https://doi.org/10.37916/arq.urb.vi29.482
Seção
Artigos